Ministro da Fazenda de Lula critica sanções dos EUA contra possível rede do PCC

 

Ministro da Fazenda questiona punições unilaterais de Washington contra cidadãos e empresas do Brasil

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor sanções a cidadãos e empresas brasileiras por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) provocou reação imediata do ministro da Fazenda, . Em entrevista à TV Record, o chefe da equipe econômica contestou o que classificou como avanço da Casa Branca sobre o território nacional e defendeu que o enfrentamento ao organizado no país deve ser conduzido pelas forças de segurança brasileiras.

Departamento do Tesouro americano bloqueia bens de suspeitos ligados à facção

A manifestação de Durigan veio poucas horas após o Departamento do Tesouro de Washington anunciar o congelamento total de contas bancárias e propriedades de dois brasileiros e quatro empresas com operações no e em Portugal. Segundo o governo americano, o grupo teria atuado na ocultação e lavagem de dinheiro da facção paulista. A rede investigada teria movimentado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de entorpecentes.

Cooperação internacional sim, interferência unilateral não

Na avaliação do ministro, a cooperação externa deve ficar restrita à troca de dados sigilosos entre agências de inteligência dos dois países. Durigan ressaltou que instituições nacionais como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) possuem tanto a obrigação legal quanto a capacidade técnica para conduzir investigações dessa natureza. O integrante do Executivo fez um alerta adicional: punições unilaterais dos EUA carregam o risco de prejudicar empresas inocentes e legalmente constituídas.

PCC e Comando Vermelho na lista de organizações terroristas

A medida inédita do Tesouro americano foi adotada logo após a dos Estados Unidos incluir o PCC e o Comando Vermelho (CV) na lista oficial de Organizações Terroristas Estrangeiras. A ordem de restrição tem como alvo Victor Henrique de Oliveira Shimada, identificado como o elo dos criminosos na Flórida, e sua auxiliar Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. A sanção proíbe qualquer transação de empresas com os investigados.

Empresas atingidas e consequências das sanções

As medidas de Washington alcançam diretamente as empresas de tecnologia e engenharia Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes e a firma europeia Avenidas Flutuantes. Os alvos incluídos na lista negra correm o risco de enfrentar processos judiciais e deportação nos Estados Unidos.

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