Promotores do Gaeco pedem exoneração em massa após MP apoiar soltura de investigados por desvio de R$ 56 milhões

 


Integrantes acusam cúpula do MP de contrariar investigação sobre desvio milionário de recursos públicos

Dez promotores de  integrantes do Gaeco (Grupo de Combate ao ) do Ministério Público do  (MPMA) formalizaram um pedido coletivo de exoneração após divergirem da atuação do procurador-geral de Justiça do estado, Danilo José de Castro Ferreira, no caso que apura desvios de recursos públicos no município de Turilândia, no interior maranhense.

O pedido foi protocolado no domingo (11) e reúne membros dos núcleos do Gaeco de São Luís, Imperatriz e Timon. No documento, os promotores afirmam que a posição adotada pela chefia do MP estadual, ao defender a soltura de políticos investigados, vai na contramão da análise técnica construída ao longo das apurações.

Investigação apura desvio de R$ 56 milhões

Segundo os promotores, a investigação conduzida pelo Gaeco aponta o desvio de aproximadamente R$ 56 milhões em recursos públicos. Para o grupo, as prisões preventivas decretadas pela Justiça estavam amparadas em provas consideradas robustas e tinham como finalidade garantir a continuidade das investigações, evitar interferências políticas e impedir a reiteração criminosa.

No documento de exoneração, os membros do Gaeco sustentam que a flexibilização das medidas compromete a efetividade do trabalho investigativo e enfraquece o combate ao crime organizado no estado.

Operação Tântalo II e prisões

No fim de dezembro, a operação Tântalo II resultou na  de diversas autoridades municipais de Turilândia. Entre os detidos estavam o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, a primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça, além de vereadores, um pregoeiro e empresários.

As apurações indicam a existência de uma organização criminosa envolvida em fraudes em licitaçõescorrupção ativa e passivapeculato e lavagem de dinheiro. Os fatos investigados estão relacionados à gestão do ex-prefeito José Paulo Dantas Filho, conhecido como Paulo Curió.

Reação da Procuradoria-Geral

Após a repercussão do pedido de exoneração coletiva, o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, divulgou nota oficial nesta segunda-feira (12). No comunicado, ele reafirmou o compromisso institucional do MPMA com a legalidade e com a Constituição Federal.

Segundo Danilo Ferreira, a defesa de medidas cautelares alternativas à prisão observou critérios legais de proporcionalidade e necessidade, e não representaria  ao interesse público nem interferência indevida nas investigações em curso.

Postar um comentário

0 Comentários