Senador foi intimado na manhã desta segunda-feira (26/10) a entregar os documentos em 24 horas e está proibido de deixar o país
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) cancele todos os passaportes de Flávio Bolsonaro (PL), incluindo o diplomático. O candidato à Presidência nas eleições de 2026 foi intimado pela corporação na manhã desta segunda-feira (26/10) e tem prazo de 24 horas para entregar os documentos. A informação foi revelada pelo próprio senador e confirmada pela coluna junto a fontes policiais.
O que diz a decisão
A decisão também proíbe Flávio de deixar o país. Além disso, ele não pode manter qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Moraes determinou ainda que a PF inclua um alerta migratório no sistema SONAR, utilizado pela corporação para o controle de entradas e saídas do país. O ministro também ordenou que o Ministério das Relações Exteriores seja comunicado para adotar as providências necessárias. O caso está em sigilo no STF.
E-mail na nuvem do advogado
Os investigadores encontraram, em dados armazenados na nuvem de Willer, um e-mail indicando que Flávio figurava como “usuário master” de uma conta vinculada ao advogado.
Intimação após visita ao pai
Em vídeo, Flávio afirmou que foi intimado pela PF a entregar os passaportes ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.
“Hoje de manhã fui visitar meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, disse Flávio.
O senador afirmou que cumprirá a determinação, mas disse que nunca pensou em deixar o Brasil. “Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou.
Fala de Eduardo Bolsonaro
Na última sexta-feira (23/10), Eduardo Bolsonaro afirmou, em vídeo, que o irmão deveria deixar o Brasil caso fosse derrotado nas eleições. Segundo ele, Flávio ficaria sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.

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