Suprema Corte americana autoriza Trump a impor restrições ao voto por correio nos EUA

 

Decisão de 6 a 3 derruba liminar e permite aplicação imediata de medidas de integridade eleitoral em 23 Estados

Uma decisão tomada nesta segunda-feira, 24, pela Suprema Corte dos Estados Unidos abriu caminho para que o governo de Donald coloque em prática parte de sua voltada à chamada “”. Com um placar de 6 votos a 3, os ministros derrubaram a liminar que bloqueava a implementação de novas restrições ao por correio em 23 Estados do país.

Serviço Postal e Departamento de Justiça iniciam aplicação das regras

Logo após o pronunciamento da corte, o Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) e o Departamento de Justiça comunicaram que darão início imediato à aplicação das regras revisadas. O governo havia entrado com recurso contra a liminar em julho, buscando reverter o impedimento judicial antes das de meio de mandato, previstas para novembro.

Verificação de cidadania passa a guiar distribuição de cédulas

Na prática, a decisão autoriza o USPS a cruzar informações sobre a distribuição de cédulas enviadas pelo correio com listas de cidadãos norte-americanos mantidas pelo Departamento de Segurança Interna. A ordem executiva assinada por Trump, intitulada “Preservando e protegendo a integridade das eleições norte-americanas”, determina que órgãos federais organizem cadastros de eleitores elegíveis com base na cidadania e orienta o Serviço Postal a entregar cédulas exclusivamente às pessoas que constarem dessas listas.

Embora a legislação federal já proíba estrangeiros de se registrarem ou votarem em eleições federais, a ordem executiva sustenta que os Estados não realizam uma verificação adequada da cidadania dos eleitores.

Vitória política para Trump, crítico do voto por correspondência

O resultado no tribunal representa um triunfo político relevante para o presidente, que há anos questiona a expansão do voto por correspondência nos Estados Unidos. Trump argumenta reiteradamente que esse sistema torna o processo eleitoral mais vulnerável a fraudes e adulterações.

Corte não analisou a constitucionalidade do decreto

Opositores da medida sustentam que o governo federal estaria invadindo competências estaduais ao interferir em regras eleitorais. A Suprema Corte, no entanto, avaliou que as exigências contidas na ordem executiva, conforme apresentadas, são direcionadas a agências federais — e não diretamente aos Estados.

Os ministros fizeram questão de ressalvar que a decisão desta segunda-feira trata especificamente da liminar que impedia a aplicação da ordem. O julgamento não determina se o decreto de Trump é constitucional ou não. Dessa forma, novos processos judiciais contra as medidas ainda podem ser apresentados e analisados nas instâncias competentes.

Postar um comentário

0 Comentários