Advogado Mauro Paciornik acumula dívida superior a R$ 60 mil após deixar imóvel às margens do Lago Paranoá com móveis danificados e débitos pendentes
Uma ação judicial em curso na 5ª Vara Cível de Brasília expõe uma série de episódios envolvendo o advogado Mauro Paciornik, filho do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso envolve agressão contra uma mulher que se identificou como acompanhante, abandono de um apartamento de luxo e uma cobrança que ultrapassa os R$ 60 mil.
Agressão motivou medida protetiva e saída do imóvel
A Justiça expediu uma medida protetiva contra Mauro após ele ter agredido uma mulher dentro do apartamento que alugava. No boletim de ocorrência, a vítima declarou formalmente à autoridade policial que exercia a atividade de “acompanhante”. Mesmo com a ordem judicial obrigando o advogado a deixar o local, a mulher continuou vivendo no imóvel — ainda que a energia elétrica já estivesse cortada por inadimplência.
De acordo com os autos, a relação entre os dois tinha contornos financeiros. Mauro teria pedido que ela abandonasse a profissão e ofereceu uma contrapartida em dinheiro. Ela, por sua vez, solicitou R$ 15 mil mensais para aceitar a proposta, valor que gerou desentendimentos entre ambos.
Conforme consta dos autos do processo, Mauro alegou ter repassado mais de R$ 100 mil à mulher sob a promessa de que manteriam uma relação exclusiva.
Imóvel de luxo foi abandonado com danos e contas em aberto
O apartamento, de um quarto, ficava em uma das regiões mais valorizadas da capital federal, às margens do Lago Paranoá. O espaço incluía furô privativo e terraço com vista para um dos principais cartões postais de Brasília. O aluguel mensal era de R$ 6,5 mil, com contrato vigente desde abril de 2025.
Após quatro meses, o imóvel foi abandonado. Os proprietários só tomaram conhecimento da saída de Mauro em dezembro, quando encontraram o local com energia cortada, móveis e eletrodomésticos danificados e meses de aluguel e taxas condominiais sem pagar.
Valores em disputa na Justiça
- R$ 6,5 mil — valor do aluguel mensal do apartamento
- 4 meses — período acumulado sem pagamento de aluguel e condomínio
- Mais de R$ 100 mil — montante que Mauro afirma ter repassado à vítima
- R$ 60 mil — total da dívida cobrada judicialmente pelos proprietários
Processo segue tramitando no Distrito Federal
A ação continua em andamento na justiça do Distrito Federal. Os proprietários do imóvel aguardam decisão sobre a cobrança dos valores devidos e possíveis indenizações pelos danos materiais encontrados no apartamento.
O caso levanta questionamentos sobre a responsabilidade civil de familiares de autoridades judiciárias e reforça que o cumprimento de obrigações contratuais independe do status profissional ou das conexões pessoais das partes envolvidas.
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