Críticas ao TSE ganham força após desfile na Sapucaí e lembram decisões de 2022

 


Corte eleitoral é acusada de tolerar suposto abuso ligado ao governo Lula

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta ao centro de críticas após não adotar medidas diante do desfile na Marquês de Sapucaí que homenageou o presidente Luiz Inácio  da Silva (PT). Para críticos, a Corte repetiria um comportamento semelhante ao observado nas eleições de 2022.

A avaliação é de que o TSE teria ignorado possível abuso ao permitir o que classificam como espetáculo de promoção política ligado ao governo federal. O episódio reacendeu comparações com decisões tomadas durante o último pleito presidencial.


Comparação com decisões envolvendo Bolsonaro

Em 2022, o TSE foi acusado por setores da direita de agir com rigor contra aliados do então presidente Jair , ao mesmo tempo em que seria mais tolerante com a esquerda.

Naquele ano, Bolsonaro foi multado por utilizar imagens das comemorações de 7 de Setembro em propaganda televisiva. Posteriormente, ele também foi declarado inelegível por conduta considerada como “propaganda eleitoral antecipada” após reunião com embaixadores realizada no Palácio da Alvorada.

Agora, críticos apontam que a Corte estaria permitindo propaganda pessoal de Lula em evento financiado com verbas federais, sem reação institucional.

As informações foram publicadas na Coluna Cláudio Humberto.

Expectativa frustrada de revisão

Há quem avalie que, passado o Carnaval,  do TSE poderiam rever o entendimento que teria avalizado, por decisão unânime, a realização do desfile nos moldes apresentados. No entanto, não há sinalização pública de mudança de posição.

Segundo essa linha de crítica, ao favorecer um lado no debate político e adotar pesos distintos em suas decisões, o tribunal comprometeria sua credibilidade institucional.

Debate sobre credibilidade

O episódio amplia o debate sobre a atuação do TSE em casos que envolvem possíveis abusos eleitorais. Para opositores, transformar instituições em ferramentas partidárias representaria risco à confiança pública no sistema eleitoral.

Até o momento, não houve  oficial da Corte indicando revisão de entendimento ou abertura de investigação relacionada ao desfile na Sapucaí.

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