Lula tem 48,9% dos votos e Flávio, 44,2%, nas 2.033 seções que mudaram de local para o 2º turno

 

Levantamento com dados do TSE mostra diferença de 21.410 votos no primeiro turno; tribunal atribui as trocas a motivos práticos

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, teve mais votos que Flávio Bolsonaro (PL) na maioria das seções eleitorais que mudaram de para o . É o que aponta um levantamento feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Desempenho nas seções alteradas

Segundo os dados informados no sábado (17), 2.033 seções foram afetadas pelas mudanças. Lula ficou à frente em 1.036 delas. Bolsonaro foi o mais votado em 987.

No conjunto dessas seções, o petista recebeu 48,9% dos votos válidos no primeiro turno. O adversário teve 44,2%. A diferença foi de 21.410 votos.

Estados com mais transferências

Os estados com mais seções transferidas são Minas Gerais (264), Paraná (253), Maranhão (194), Pernambuco (151) e (146).

Minas e São Paulo são considerados estratégicos para a disputa do segundo turno. Já Maranhão e Pernambuco são estados em que Lula venceu no primeiro turno.

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Justificativa do TSE

Em comunicado divulgado neste sábado, o TSE justificou a mudança dos locais. “As mudanças ocorrem por motivos práticos: desde reformas de última hora e melhorias de acessibilidade em prédios públicos até o impacto de fortes chuvas, que exigiram a transferência preventiva de locais danificados para instalações vizinhas e mais seguras”, diz a nota.

Segundo o tribunal, as alterações são determinadas pelas zonas eleitorais de cada município, e não pela direção do TSE. A transferência de seções para outros prédios não significa redução do número de urnas disponíveis nem ao eleitorado.

Mudanças por eventos climáticos

Entre os casos citados pela Justiça Eleitoral está o de Confresa, no interior de Mato Grosso. Lá, uma escola municipal teve a cobertura danificada por fortes chuvas e ventos nos dias 9 e 10 de outubro. Um laudo de engenharia recomendou a interdição preventiva do imóvel, e as seções foram transferidas para um endereço vizinho.

Reformas inacabadas, problemas de acessibilidade e falhas no fornecimento de energia elétrica também motivaram mudanças em outras localidades.

Segundo o TSE, a preocupação com os efeitos do clima sobre a votação levou o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, a instituir uma Sala Nacional de Situação Climática. O grupo acompanha diariamente, em parceria com órgãos como o Inmet, o Cemaden e a Defesa Civil, os riscos de tempestades, secas e outros desastres que possam comprometer locais de votação ou rotas de transporte.

Como consultar o local de votação

O TSE orienta os a verificar previamente o endereço de votação no aplicativo e-Título ou no menu Autoatendimento Eleitoral do portal do tribunal. As alterações feitas pelos cartórios eleitorais são atualizadas imediatamente nesses canais.

O segundo turno está marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.

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