Operação internacional do FBI recuperou menino levado do território americano em plano que envolveu Canadá, México e Cuba
Uma operação conduzida pelo FBI culminou no resgate de um menino de 10 anos que havia sido sequestrado pelo próprio pai trans e levado até Cuba. A família da criança manifestou temor de que o garoto fosse submetido a um procedimento de troca de sexo antes da puberdade. O regime cubano colaborou com a Justiça dos Estados Unidos e autorizou a deportação dos envolvidos no crime.
Rota de fuga passou por três países antes de chegar a Havana
O caso começou no final de março, quando o pai, identificado pelo nome Blue Inessa-Ethington, levou o filho sob o pretexto de uma viagem a um acampamento no Canadá. Após cruzar a fronteira norte dos EUA, os sequestradores seguiram com a criança para o México e, de lá, partiram rumo a Havana.
A mãe do menino só percebeu que algo estava errado dias depois, quando o prazo previsto para a viagem havia expirado. Ela era divorciada e dividia a guarda do filho com o ex-marido. Diante do desaparecimento, a família recorreu às autoridades e registrou um boletim de ocorrência para pessoas desaparecidas no estado de Utah.
Investigação revelou saques financeiros e bilhete sobre procedimentos de gênero
Durante as investigações, o FBI descobriu que Blue havia sacado cerca de R$51.000 de sua conta corrente antes de deixar os Estados Unidos. Na residência do pai, os agentes encontraram uma nota contendo instruções de uma terapeuta. O documento pedia “para enviar à terapeuta os US$10.000 e instruções sobre cuidados médicos de afirmação de gênero para crianças“.
No dia 13 de abril, um juiz determinou que o menino fosse devolvido à guarda materna. A partir daí, agentes cubanos localizaram e detiveram os sequestradores na ilha. A Justiça de Cuba autorizou a deportação do grupo para os EUA, que retornou a bordo de um avião enviado pelo Departamento de Justiça americano, por intermédio do FBI.
Família suspeitava de plano para submeter criança a cirurgia de troca de sexo
Entrevistas realizadas pelos investigadores com parentes do garoto levantaram a suspeita de que ele seria submetido a uma cirurgia de troca de sexo. Segundo a família, embora seja um menino, a criança começou a afirmar que se identificava como menina — comportamento que os familiares atribuem à manipulação exercida pelo pai.
Cabe ressaltar que Cuba proíbe cirurgias e procedimentos de transição de sexo para menores de idade. Mesmo entre adultos, o acesso a esse tipo de operação nos hospitais públicos do país é bastante restrito. Os interessados precisam obter autorização formal de uma comissão médica, processo que pode se estender por anos em razão de rigorosas avaliações médicas e psicológicas.
Ideologia de gênero e o controverso experimento de John Money
Apesar das restrições existentes em diversos países, a transição de sexo em crianças não é uma prática inédita entre defensores da Ideologia de Gênero. O próprio médico responsável por difundir o conceito, John Money, conduziu um experimento envolvendo crianças que se tornou amplamente conhecido e contestado.

Money sustentava que o sexo biológico não determinava a forma como uma pessoa se identificava. Para ele, era a socialização nos primeiros meses de vida que definia a identidade de gênero do indivíduo.
O caso dos irmãos Reimer
Essa tese levou John Money a realizar um de seus experimentos mais polêmicos: o caso dos irmãos Reimer. Na época, um dos principais entraves para sua teoria dentro da comunidade científica era a impossibilidade de testá-la experimentalmente.
O cenário mudou com o surgimento da família Reimer. Os pais tiveram dois filhos gêmeos, mas um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão malsucedida. Desesperados, os pais aceitaram seguir os conselhos do médico e criar o filho que sofreu o acidente como se fosse uma menina, chamada Brenda.
A experiência foi catalogada como um sucesso por Money, mas a realidade era bem mais sombria. Coube ao pesquisador e rival de John Money, Dr. Milton Diamond, expor o que realmente aconteceu com a criança.
Essa história está sendo retratada pela Brasil Paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda, produção internacional que aborda justamente o experimento conduzido por um dos principais nomes da ideologia de gênero.
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