Rogério Marinho reage à operação de Moraes contra fonte de jornalista: ‘arbítrio inaceitável’ Líder da oposição no Senado Rogério Marinho criticou operação de Alexandre de Moraes contra fonte de jornalista que denunciou uso de carros oficiais por Flávio…

 

Rogério Marinho reage à operação de Moraes contra fonte de jornalista: ‘arbítrio inaceitável’

Líder da oposição no Senado Rogério Marinho criticou operação de Alexandre de Moraes contra fonte de jornalista que denunciou uso de carros oficiais por Flávio…



Líder da oposição no Senado critica busca e apreensão autorizada pelo ministro do STF e alerta para risco à liberdade de imprensa

A operação de determinada pelo Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim gerou forte reação política. Cutrim é apontado na decisão como a fonte do jornalista Luís Pablo, responsável por reportagens que denunciaram o uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e seus familiares no Maranhão.

Na terça-feira, 11, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no , se manifestou duramente contra a medida. Em nota publicada no X, o parlamentar — que também coordena a de Flávio Bolsonaro (PL) — sustentou que a não pode ser relativizada “por um ministro que deveria ser um de seus maiores defensores”.

O que disse Rogério Marinho na íntegra

Na publicação, o senador classificou os abusos de Moraes como tendo escalado a um “patamar de arbítrio inaceitável” e declarou que agora atingem diretamente a imprensa. Confira a nota completa:

“A decisão de Alexandre de Moraes que determina busca e apreensão contra a fonte de um jornalista no Maranhão é um grave precedente contra a liberdade de imprensa.

O sigilo da fonte é uma garantia constitucional, historicamente essencial ao jornalismo investigativo. Sem essa proteção, fontes podem deixar de denunciar corrupção, abusos e irregularidades.

Permitir que o Estado utilize busca e apreensão para alcançar uma fonte jornalística coloca em risco a própria atividade de informar e fiscalizar o poder.

Os abusos de Alexandre de Moraes, tantas vezes relativizados por parte da mídia, escalaram a um patamar de arbítrio inaceitável e agora atingem diretamente a imprensa.

A liberdade de imprensa não pode ser relativizada por um ministro que deveria ser um de seus maiores defensores.

A Constituição deve ser o escudo que protege os brasileiros, jamais uma ferramenta para calar ou censurar quem ousa investigar e criticar os poderosos de ocasião.”

Entenda a operação contra a fonte do jornalista

A decisão de Moraes foi cumprida na terça-feira, 11, e teve como alvo Raimundo Cutrim. Segundo a Polícia Federal, o ex-secretário teria acessado sistemas restritos do governo estadual para obter dados e imagens que foram repassados ao jornalista Luís Pablo.

Um relatório da corporação, citado na decisão do ministro do STF, afirma que ficou demonstrado que Cutrim “foi o responsável pela obtenção de informações de sistemas de acesso restrito, as quais foram repassadas para Luis Pablo, bem como o fornecimento de filmagens da família do Ministro Flavio Dino”.

Vale lembrar que, em março, o próprio Luís Pablo já havia sido alvo de uma busca e apreensão após publicar reportagens que denunciavam o uso irregular de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino e seus familiares no Maranhão.

Defesa de Flávio Dino nega irregularidade

Diante da repercussão negativa da operação, a assessoria do ministro do STF Flávio Dino veio a público para negar qualquer irregularidade. Segundo a equipe do magistrado, Dino “jamais” utilizou, de modo irregular, um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão.

A assessoria explicou que o ministro e sua família utilizavam um carro blindado cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, como parte de um “acordo de cooperação vigente com todos os tribunais do país”.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também se pronunciou sobre o caso, classificando a decisão de Moraes como uma ameaça à liberdade de imprensa.

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