Tribunal descartou hipótese de ataque hacker e apontou uso indevido de credenciais da legenda para registrar o senador

O senador Flávio (PL-RJ) está no centro de uma investigação determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Na quinta-feira, 13, o magistrado ordenou que a Polícia Judiciária instaure um para apurar como o parlamentar acabou registrado como filiado ao partido Missão sem seu conhecimento ou consentimento.

Credenciais da legenda foram utilizadas de forma irregular

De acordo com nota oficial divulgada pelo TSE, a filiação indevida não decorreu de nenhum tipo de invasão ou hackeamento ao sistema de . A Corte concluiu que o registro foi efetivado por alguém que detinha acesso legítimo às credenciais do Missão, utilizando-as de maneira irregular.

“A filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía credenciais da legenda para efetivar filiações”, informou o TSE.

Caso encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral

Além da abertura do inquérito, Kassio Nunes Marques encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para que sejam adotadas as providências cabíveis sobre o episódio. A medida amplia o escopo de atuação das autoridades no caso.

Defesa de Flávio identificou irregularidade ao preparar candidatura

Mais cedo, antes da decisão do tribunal, a equipe jurídica do senador revelou ter detectado a alteração na filiação partidária de Flávio Bolsonaro enquanto reunia documentos necessários para formalizar o registro de sua candidatura. A descoberta levantou imediatamente suspeitas sobre a origem do cadastro junto ao Missão.

PL pede exclusão do registro irregular

O , sigla à qual Flávio Bolsonaro é efetivamente vinculado, já protocolou junto ao TSE um pedido formal para retirar o nome do senador dos registros do partido Missão. A solicitação está sob análise da Corte eleitoral.

O caso ganha relevância no contexto eleitoral, uma vez que Flávio Bolsonaro foi oficializado como candidato à Presidência da República durante convenção do PL realizada em 25 de julho de 2026. A filiação indevida poderia, em tese, gerar entraves burocráticos ao registro da candidatura.