PCC usava helicópteros e jatos para levar milhões em dinheiro vivo a Brasília, aponta investigação

 


Operação descobre esquema sofisticado de lavagem de dinheiro

Investigações da  de São Paulo revelaram um complexo esquema onde o Primeiro Comando da Capital utilizava helicópteros e jatos particulares para enviar grandes volumes de dinheiro vivo para . O esquema foi descoberto após análise de dados extraídos do celular de João Gabriel Yamawaki, identificado pelos investigadores como operador financeiro da organização criminosa.

A descoberta do sistema de transporte aéreo aconteceu durante a , conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles. Os valores milionários teriam como destinatário final o empresário Adair Antônio de Freitas Meira, segundo apontam as investigações policiais.

Fintech servia como fachada para operações ilícitas

O mecanismo funcionava através da empresa financeira 4TBANK, que era utilizada para processar pagamentos através de boletos fraudulentos. Após os recursos caírem na conta da instituição, Yamawaki realizava saques em espécie e organizava o envio das quantias através de  fretados com destino à capital do país.

Documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras demonstram movimentações de valores expressivos que buscavam ocultar a procedência dos recursos. Um caso específico citado na operação mostra que a enteada de Yamawaki retirou R$ 1,38 milhão em cédulas durante apenas quatro dias em dezembro de 2021.

Encontros em aeroportos coordenavam entregas

As mensagens interceptadas indicam que o dinheiro seria entregue diretamente a Meira assim que as aeronaves aterrissassem em Brasília. Os investigadores documentaram reuniões presenciais em terminais aeroportuários, postos de combustível e encontros na capital paulista para acertar os detalhes das transferências.

Em uma das conversas monitoradas, Yamawaki solicita que Meira traga uma “bolsinha” para o encontro na pista de pouso. Outro episódio registrado em Palmas, Tocantins, envolveu a movimentação de R$ 2,5 milhões em papel-moeda, segundo os autos do processo.

Advogados negam envolvimento do empresário

A defesa jurídica de Adair Meira rejeita qualquer conexão do empresário com atividades do . Os advogados argumentam que ele não pode ser responsabilizado por ações de terceiros e questionam a existência de evidências concretas sobre o suposto transporte de valores.

A nota oficial da defesa contesta a veracidade das mensagens e registros apresentados pelas autoridades policiais. Os representantes legais afirmam que as suspeitas carecem de fundamentação sólida.

Operação mira núcleo político da organização

A Operação Contaminatio solicitou a prisão de seis indivíduos ligados ao núcleo político e financeiro do grupo criminoso. O Ministério Público acredita que o sistema servia para custear campanhas eleitorais e ampliar a penetração da facção em instituições governamentais.

O processo permanece sob avaliação do Poder Judiciário enquanto os peritos finalizam a análise do conteúdo dos aparelhos celulares confiscados durante a operação. As investigações buscam mapear toda a extensão da rede de lavagem de dinheiro e seus beneficiários.

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