Deputado critica cobertura da emissora e questiona tratamento dado a outras autoridades
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez críticas à TV Globo nesta sexta-feira, 27, após a divulgação de imagens aéreas da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Para o parlamentar, a iniciativa da emissora configura invasão de privacidade.
As imagens foram registradas no mesmo dia em que Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, onde estava internado desde 13 de março para tratar um quadro de pneumonia.
Bolsonaro retorna para casa após internação
Após receber alta hospitalar, o ex-presidente seguiu para sua residência na capital federal. A internação ocorreu por causa de broncopneumonia, e a saída do hospital marcou o início do cumprimento de prisão domiciliar.
A mudança foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em laudos médicos que indicaram a necessidade de cuidados contínuos em ambiente familiar.
Críticas à divulgação das imagens
Nikolas Ferreira reagiu à exibição das imagens captadas pela emissora, que mostram Bolsonaro em casa ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, interagindo com seus cachorros.
Segundo o deputado, a cobertura ultrapassou limites aceitáveis.
“Inacreditável como a Globo pode invadir a privacidade das pessoas sem nenhum escrúpulo.”
Comparação com outras autoridades
O parlamentar também questionou se a mesma postura seria adotada em relação a outras figuras públicas, citando o ministro Alexandre de Moraes como exemplo.
“Imagina se isso fosse feito na casa do Alexandre de Moraes?”, afirmou. “Entende como tudo pode só para um lado?”
Publicação nas redes e comentário sobre situação
Além das críticas, Nikolas declarou nas redes sociais que ficou satisfeito ao ver Bolsonaro de volta ao convívio familiar. Ele também comentou a situação jurídica do ex-presidente, sem detalhar posicionamentos.
Regras da prisão domiciliar incluem restrições rígidas
Com a decisão do STF, Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar e deverá seguir uma série de medidas impostas pela Corte.
Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, permanência na residência e monitoramento em tempo real pelo Centro Integrado de Monitoramento.
O ex-presidente também está proibido de utilizar celular, acessar redes sociais ou manter qualquer tipo de comunicação digital.
STF acompanhará evolução do quadro de saúde
O Supremo Tribunal Federal deve reavaliar a situação em até 90 dias. Durante esse período, relatórios médicos semanais sobre o estado de saúde de Bolsonaro serão enviados à Corte.
O descumprimento das medidas pode resultar na revogação da prisão domiciliar e no retorno ao regime fechado. Antes da mudança, Bolsonaro estava detido no 18º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.
Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela 1ª Turma do STF, no processo relacionado à suposta trama golpista.

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