Deputado relembra os três anos do 8 de janeiro, cita Clezão e Débora do Batom e critica penas aplicadas
Um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira em alusão aos três anos dos atos de 8 de janeiro alcançou 6 milhões de acessos em apenas quatro horas no Instagram. Na gravação, o parlamentar defende a anistia a pessoas condenadas ou presas em razão dos episódios e sustenta que as punições impostas pelo Judiciário são excessivas.
Segundo Nikolas, os envolvidos deveriam responder exclusivamente por depredação de patrimônio público. “Porque eles quebraram, isso é crime, e ninguém concorda com isso”, afirmou. Na sequência, ele disse que a pena prevista para esse tipo de infração seria de “seis meses a três anos”, argumentando que, nesse cenário, os condenados já deveriam estar em liberdade.
Casos individuais citados no vídeo
Durante a gravação, o deputado menciona situações específicas. Uma delas é a de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada a 14 anos de prisão. Nikolas afirma que a pena foi aplicada “porque pegou um batom e escreveu ‘perdeu, mané’ numa estátua”.
Ele também relembra o caso de Clezão, que morreu enquanto estava preso.
“O Clezão não é um nome abstrato”, disse o parlamentar. “É o nome de um pai que simplesmente morreu na cadeia por conta da inércia do STF.”
A declaração faz referência ao Supremo Tribunal Federal, alvo recorrente de críticas no discurso do deputado.
Críticas à proporcionalidade das penas
Nikolas afirmou ainda que os condenados pelos atos de 8 de janeiro não representam ameaça à democracia. Em tom comparativo, questionou:
“Quem você acha que mais atenta contra a democracia?”
Na sequência, contrapôs os crimes atribuídos aos manifestantes a episódios de corrupção, mencionando pessoas que “colocam milhões de reais em uma mala”. Como exemplo, citou Aécio Pereira, descrito por ele como “o primeiro condenado de 8 de janeiro”, que teria recebido pena de 17 anos.
Em contraste, o deputado mencionou Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, condenado a penas que somam mais de 400 anos de prisão, mas que atualmente se encontra em liberdade.
Críticas ao veto presidencial e expectativa no Congresso
No vídeo, Nikolas também afirma que as punições têm como objetivo intimidar o campo conservador. Segundo ele, os condenados “estão sendo literalmente colocados de forma punitiva para poder colocar medo na direita”.
O parlamentar ainda criticou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria, argumentando que a proposta poderia representar “um respiro de liberdade para milhares de famílias”. De acordo com Nikolas, o Congresso Nacional deverá derrubar o veto presidencial.
Alcance e engajamento nas redes
Publicado às 20h32 da quinta-feira, dia 9, o vídeo acumulava 6,7 milhões de visualizações, além de 750 mil curtidas e 30 mil comentários. Nikolas Ferreira lidera atualmente o ranking dos políticos mais influentes do Instagram, onde soma 19,2 milhões de seguidores.

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