Ex-ministra de Lula liga terremotos na Colômbia e Venezuela à “extrema direita” e causa revolta

 

Declaração da ex-ministra de Lula durante debate na PUC-SP provoca reações ao vincular desastres naturais a cenário político

Uma declaração da deputada federal Sônia Guajajara (Psol-SP) durante um evento acadêmico em São Paulo provocou intensa repercussão nas redes sociais. A parlamentar, que ocupou o cargo de ministra dos Povos Indígenas no governo do presidente Luiz Inácio da Silva, sugeriu que os recentes registrados na Colômbia e na Venezuela teriam alguma relação com a presença da extrema direita nesses países.

O contexto do evento na PUC-SP

A fala ocorreu na terça-feira, 11 de agosto, durante um painel dedicado aos temas de “racismo ambiental” e “justiça climática” na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além de Guajajara, participaram do debate a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e a deputada estadual Ediane Maria (Psol-SP).

A frase que gerou controvérsia

Ao abordar os eventos recentes nos dois países sul-americanos, a ex-ministra afirmou: “Estranhamente, nos países ocupados pela extrema direita aconteceram terremotos“. A declaração sugeria uma conexão entre os desastres naturais e o cenário político da Colômbia e da Venezuela, algo que gerou amplo questionamento.

Guajajara disse considerar “curioso” que os desastres tivessem ocorrido em nações que, em sua avaliação, estariam sendo “ocupadas pela extrema direita radical”.

Realidades políticas distintas nos dois países

A afirmação foi contestada por diversos usuários nas redes sociais, que apontaram inconsistências na classificação política feita pela deputada. No caso da Colômbia, o país passou por uma de governo no dia 7 de agosto de 2026, com a do presidente conservador Abelardo de la Espriella, o que de fato representou uma guinada à direita.

Já a Venezuela permanece sob a ditadura chavista, político implantado por Hugo Chávez e mantido por seus aliados mesmo após a saída de Nicolás Maduro do comando do governo. Dessa forma, enquadrar ambos os países sob o mesmo rótulo de “ocupados pela extrema direita” não corresponde à realidade política venezuelana.

Repercussão nas redes sociais

A declaração viralizou rapidamente na plataforma X, onde comentários criticaram a tentativa de estabelecer um vínculo entre fenômenos sísmicos — que são causados por movimentos das placas tectônicas — e orientações políticas de governos. O episódio reacendeu o debate sobre o uso de tragédias naturais para fins de narrativa política.

A fala de Guajajara colocou, portanto, no mesmo grupo político dois países com contextos e governos bastante distintos, o que ampliou a controvérsia em torno de suas declarações.

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