Postura de Alcolumbre impede chances de impeachment no STF

 


Presidente do Senado afirma que não dará andamento a pedidos contra ministros da Corte

O presidente do Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a dizer a aliados que não pretende autorizar o andamento de pedidos de impeachment contra  do Supremo Tribunal Federal (STF) protocolados na Casa.

Segundo interlocutores, Alcolumbre avalia que a abertura de um processo dessa natureza criaria um precedente considerado perigoso para a história institucional do país. A preocupação, de acordo com relatos nos corredores do  Nacional, é que a medida pudesse “abrir a porteira” para novas investidas semelhantes. Nos bastidores, a avaliação é de que “não dá para descambar”, conforme informou um jornal paulista.

Toffoli concentra denúncias

Atualmente, o ministro  é o integrante do STF com maior número de pedidos apresentados. Ele responde a dez denúncias por crime de responsabilidade. Quatro delas tratam diretamente de questões relacionadas ao caso do Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

Toffoli foi obrigado a deixar a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master, decisão que repercutiu no meio jurídico e político.

Avaliação da OAB-SP

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo, Leonardo Sica, avaliou como um avanço o afastamento de Toffoli da condução do caso. A  foi feita anteriormente, em meio às discussões sobre a atuação do STF.

Apesar disso, Sica ponderou que a medida não resolve todas as demandas em debate.

“Entendo a resposta do Supremo Tribunal Federal a toda crise do Banco Master nesse momento como superficial, o que demonstra a necessidade de continuar o debate pelo código de conduta para aprimorar os instrumentos de defesa da integridade do tribunal”, declarou o advogado criminalista em entrevista à Folha.

Clima político no Senado

A posição de Alcolumbre reforça a tendência de que os pedidos de impeachment apresentados contra ministros do STF não avancem no Senado neste momento. O presidente da Casa tem a prerrogativa de decidir sobre a admissibilidade dessas solicitações.

Com isso, mesmo diante da pressão de setores políticos e das denúncias protocoladas, a avaliação predominante no comando do Senado é de cautela para evitar um movimento que possa gerar desdobramentos institucionais mais amplos.


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